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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Conferências PAR 2015 : 12 e 14 de Maio de 2015


As conferências PAR 2015 são dedicadas à reflexão sobre PROJETO E PROCESSO.

As conferências terão lugar no dia 12 e 14 de Maio das 9.30 às 12.30. 
Já esta terça-feira, dia 12 de Maio:

9.30. Fernando Poeiras – Design e processos.

10.00 João dos Santos – Desktop.

10.30 Marco Balsinha – Biosistemas. Perspetiva de processo de produto.

11.00 Nuno Lisboa – Notas para uma aula sobre Pasolini.

11.30 Helena Vieira (convidada) – Mariposa Azul.


quarta-feira, 5 de março de 2014

Conferências PAR 2014 - Programa do dia 11/03

AUDITÓRIO DO EDIFÍCIO PEDAGÓGICO 1

Dia 11 de Março
10.30 Fernando Poeiras - Experiência (“autêntica”), Experimentação e Design de experiência.

11.00 Isabel Baraona - O trabalho: experimentação, experiência e investigação

11.30 André Dias - Definição mortuária de documentário

12.00 Victor Agostinho - Moldes Mutantes | Variação em série

-intervalo-
15.00 João dos Santos - Sentado a desenhar, a pensar em desenho de cópia

15.30 Célia Ferreira & Emanuel Brás - Joel Sternfeld, o lugar do fotógrafo: procura da natureza e pesquisa no livro fotográfico.

16.00 José Frade & Josiane Vieira - Vida académica – Experiência – Interação com materiais: Design Cerâmica e Vidro – ESAD.CR / Design – UFSC

sábado, 4 de agosto de 2012

ìndice : Cadernos PAR #5





11. AS VOZES DO PERFORMER. Ana Sacramento.

21. NOTAS SOBRE UMA GESTÃO CULTURAL INDEPENDENTE. Daniela Ambrósio.

33. COR. ARTIFÍCIOS DA COR NO DESIGN E NAS ARTES. Fernando Poeiras.

59. O QUE É UMA IMAGEM? Leonor Areal.

83. ARTAUD E BRECHT: A ATRAÇÃO DOS OPOSTOS. Madalena Gonçalves.

103. AS LIGAÇÕES NAS ARTES PERFORMATIVAS: LINHAS, LUGARES COMUNS E QUALIDADES DA EXPERIÊNCIA NO AQUI E AGORA. Nelson Guerreiro.

129. NOTAS À MARGEM DE UM LIVRO DE G. DIDI-HUBERMAN. Rodrigo Silva.

141. AS LIGAÇÕES NAS ARTES. A PAISAGEM NO CAMPO DO ESCULTÓRICO ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA. Samuel Rama.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Objeto(s)

CONFERÊNCIAS 18 DE ABRIL


9:30h.
DAVID SANTOS - tornar o invisível visível : o mundo sem objectos


10:30h.
SAMUEL RAMA - objectos de cena


12h.
TERESA LUZIO & FABIANA WIELEWICKI - objectos para a perda 


15h.
LUÍS CASTRO - o objecto no perfinst


16h.
PEDRO RAMOS - diálogo entre um corpo e um objecto


17:30h.
FERNANDO POEIRAS - design de experiência : design das práticas do objecto


18:30h.
PHILIP CABAU - o desenho nos objectos

Conferências PAR : Objeto(s)

quinta-feira, 31 de março de 2011

CADERNOS PAR #4 - índice e sinopses dos artigos


  • * A vida social da criação (e o esquisso em design) - Fernando Poeiras Neste texto elabora-se uma análise, e faz-se uma apologia, da vida social da criação, da correspondente prática do esquisso e da "consciência alargada" que essa prática permite ao designer. Faz-se, ainda, uma breve cartografia das actuais condições de aprendizagem do esquisso em contexto pedagógico.

  • * O exercício de desenho e os jogos - Philip Cabau Uma vez definidos os conteúdos e as estratégias que fixam uma pedagogia do desenho, o sucesso do empreendimento passa por criar, no aluno, uma disponibilidade para a experimentação; a dimensão lúdica dos exercícios de desenho e a sua relação com a ideia de jogo constitui um factor a considerar nesta equação.

  • * Antoni Muntadas: on translation: the audience: the publication + the picture collection - Célia Ferreira O texto analisa a intervenção de Muntadas, The Picture Collection. Partindo da operacionalização de imagens de arquivo, o artista interpela o espectador na sua relação com os modos de produção/distribuição dos mass media e da arte.

  • * Estudo para uma consistência: restrições de deslocação e de lugar - Teresa Luzio Reflexão em torno de tópicos como território público e privado, e delimitações da esfera autoral e propriedade artística a partir da apresentação e descrição de uma intervenção em espaço público.

  • * Do virtual ao real - João Vasco Mateus Da visualização (virtual) à produção física (real) de um objecto de design com recurso a tecnologias de modelação 3D.

  • * Política cultural: conceitos e tipologias - Luísa Arroz Albuquerque O presente artigo elabora uma revisão de conceitos e tipologias fundamentais ao estudo das políticas culturais, destacando a heterogeneidade do seu objecto e a conflitualidade inerente à construção da cultura como categoria de intervenção pública.

  • * Saturação e rarefacção da palavra no cinema de Angela Schanelec - Susana Duarte Uma incursão pela obra da cineasta alemã Agela Schanelec, feita a partir de uma análise dos actos de palavra nos seus filmes, na perspectiva do que funda e caracteriza o estilo cinematográfico das suas ficções: a recusa dos códigos narrativos clássicos.

  • * Autor de um mundo, autor de si - Isabel Baraona Je est un autre é o mote para a reflexão em torno das noções de autor e da relação entre obra e autobiografia.

  • * A partilha do visível (pequeno excurso sobre a imagem) - Rodrigo Silva Pensar as condições em que hoje as visibilidades são criadas e sustentadas pelas indústrias da produção do visível, reavaliar a dimensão política do visível e requalificar a "partilha do sensível".

  • * - Estás onde? Reflexões sobre autobiografia e auto-ficção nas práticas artísticas contemporâneas - Nelson Guerreiro Autobiografia e auto-ficção como "exercício do eu". Como se repercutem na produção artística contemporânea? O alcance desse modus operandi nas práticas de artistas que fazem das suas vidas reais e ficcionadas a matriz das suas obras.

  • * Limites da representação clássica em textos ficcionais narrativos - Maria Madalena gonçalves O modelo narratológico clássico em textos narrativos e os problemas que a escrita metaficcional coloca a esse modelo a partir da análise de dois textos de Amílcar Bettega Barbosa.

segunda-feira, 7 de março de 2011

PALESTRAS sobre "A CASA"

DIA 28 DE ABRIL
09 e as18 HORAS
ED. PEDAGÓGICO I



ESTE CICLO DE PALESTRAS CONTA COM A COLABORAÇÃO DE NELSON GUERREIRO, JOANA CRAVEIRO, CAROLINA RITO, FILIPE ALMEIDA SANTOS, MARIA GIL, LUÍSA SOARES DE OLIVEIRA, ANTÓNIO DELGADO E FERNANDO POEIRAS.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CICLO DE DOCUMENTÁRIOS 2010 - auditório do ed. Ped.1


Dia 10 de Novembro - Isabel Baraona comenta
" Michael Biberstein, o meu amigo Mike ao trabalho"

48’; Fernando Lopes

10 de Novembro - Ana João Romana comenta
“Bartolomeu Cid dos Santos, por terras devastadas”
62', realizado por Jorge Silva Melo

Dia 10 de Novembro - Samuel Rama comenta
“Rui Sanches : Escultura”
27’; Realização e Montagem Suzana Mouzinho


12 de Novembro - Emanuel Brás comenta
“Mário Novais, imagens de uma exposição”
25’; Realização e Montagem Mariana Escudeiro


12 de Novembro - Célia Ferreira comenta
“Short story - Daniel Blaufuks “
15’, realizador Luisa Homem

12 de Novembro - Fernando Poeiras comenta
"Fernando Calhau - work in progress"
40', Realização e montagem Luís Miguel correia

O ciclo de documentários é aberto a toda a comunidade escolar, participem!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Índice do Cadernos PAR nº 3

Fernando Poeiras - “Práticas do Desenho em Design: dinâmicas do Desenho”.

Philip Cabau - “Esse desejo de ver claro …”

Guilherme Mendonça - “Ut pictura thesis”.

Maria Madalena Gonçalves - “Modos de representação no teatro e no cinema”.

Carminda Silvestre - “Linguagem verbal e não-verbal: contributos para uma gramática visual”.

Nelson Guerreiro - “Teatro com teatro: modos e práticas teatrais contemporâneas”.

Stephan Jurgens - “Using New Media Technologies in Dance Improvisation Classes”.

Rodrigo Silva - “A ética é a promessa da estética? (sobre a expectativa do espectador)”.

Margarida Tavares - “Sobre o natural e o actor.”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

AULAS ABERTAS: HORÁRIOS e SINOPSES

dia 21-4-2010
ESAD.CR, auditório E.P.1

MANHÃ - 09:00-09:30h.
Fernando Galrito, “O corpo e a imagem em movimento”
Quando animação e corpo se encontram, as transgressões operadas remetem o movimento para um patamar de superação e transgressão criativa. O performer é o movimento e o animador, o performer.

10:00-10:30h.

Leonor Areal, “O que é uma imagem?”
Definição e paradoxos dos vários tipos de imagens: visuais, literárias, mentais, pictóricas, fotográficas, cinematográficas, mnemónicas, sonoras, teatrais e outras.

11:00-11:30h.

Samuel Rama, “A paisagem no campo do escultórico através da fotografia”
Pretende traçar-se um percurso meditativo através de algumas obras de artistas/escultores que usaram a fotografia para pensar o seu processo escultórico desde Brancusi, passando por Robert Smithson, Richard Long, Tacita Dean e Alberto Carneiro.

TARDE - 14:00-14:30h.

Ana Sacramento, “As vozes do performer”
A caracterização vocal da personagem é construída a partir de manipulação da configuração do tracto vocal. O processo permite ao performer versatilidade e segurança na performance vocal.



15:00-15:30h.

Fernando Poeiras, “O cromatismo quotidiano”
Nesta aula investigam-se algumas questões sobre a experiência da cor no espaço quotidiano, distinguindo-o de outros usos da cor, nomeadamente na arte. A aula aprofundará alguns conceitos em torno dos artifícios da cor, desenvolvendo, assim, em determinados aspectos, a análise deleuziana da cor.


16:00-16:30

Rodrigo Silva, “Elegia para o comum (comunidade e identidade)”
A arte sempre esteve ligada à criação de um "comum" que expressa uma condição partilhada e a abertura a "nós" vindouro ou anterior (imemorial). O que resta do comum que não fique refém das representações de um comunitarismo identitário e violento?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

SESSÃO ABERTA À ESCOLHA DOS ALUNOS - Madagáscar

Madagáscar (animação, comédia), 2005.
Realização: Eric Darnell, Tom McGrath.
Argumento: Mark Burton, Billy Frolick, Eric Darnell, Tom McGrath.
Música: Hans Zimmer.
Produção: Dream Works Animation SKG/PDI .Co-produção: Theresa Cheng.

Moderador da sessão: Fernando Poeiras. Tema: “ver claro…”

“Uma comédia do pensamento”, M/6. Podia ser este o subtítulo, ou mesmo o título, de Madagáscar; se os seus criadores levassem “o” pensamento mais a sério. Felizmente isso não acontece. A tarefa de “intelectualizar” Madagáscar parece-nos divertidamente absurda, mas parece também que o humor não é irrisão suficiente para apresentar um filme neste contexto, ou para o comentar. Porquê esta escolha?
Só pensamos com o impulso de um afecto. Qual? Para a comédia o “amor” pelo conhecimento é apenas uma má farsa. A comédia estabelece uma relação, mais prática, entre o pensar e os jogos que inventamos para sobreviver. O órgão de pensamento privilegiado pelo humor, e também na vida quotidiana, é o bom senso. O bom senso adapta-nos ao útil, ao razoável, e a conviver com a “realidade” compartilhada. Do ponto de vista do bom senso, os jogos “cómicos” da sobrevivência são sobretudo “inadaptações”. Assim, há tantos motivos para rir quanto pessoas.
Algum pensamento acreditou conquistar a sua “pureza”, a sua “autonomia”, a sua “legalidade interna”, libertando-se do bom senso e do mundo, e daquela persistente “coisa” que se chama realidade. Pessoas deslocam-se a uma casa para aprender a pensar. Querem ser “profissionais” do pensamento: fechar os olhos e inventar “ideias”. Não as move nenhum “amor” à verdade. Há assuntos mais urgentes como os credores. Querem apenas fugir do mundo e adestrar uma das armas para sobreviver, a de que qualquer argumento serve. Na sua estratégia de fuga e de ataque, o pensamento “profissional” criou conflitos, que o obrigam novamente a fugir. Conflitos entre o “profissional” e o pensamento “mundano” (bom senso e senso comum), e entre a estupidez (a impotência de pensar) e o cinismo (a impotência oposta: conquistada a “liberdade” do pensamento o cinismo já não aguenta nenhum peso). Esta imagem do “pensamento”, e das suas personagens, é dada por Aristófanes nas “Nuvens”. Outra situação: as Nuvens estão baixas. Quatro animais, unidos numa amizade improvável, saem do seu “doméstico” zoo e iniciam uma hilariante viagem pelos “factos da vida”. As personagens movem-se num nevoeiro: os olhos estão abertos mas não se vê nada bem. (Acontece-me frequentemente.)
Apesar do bom senso ser (aparentemente) um órgão democraticamente distribuído, as comédias usam o bom senso de forma particular. O cómico existe na nossa vida mas a comédia precisa ser construída: 1º) Construção das peripécias. O tempo da comédia é o do infortúnio casual e não o do futuro previsível que o bom senso antecipa. A acção é a acção improvisada face às peripécias que o mundo vai generosamente fornecendo. (É preciso construir um ritmo divertido para a sucessão de desastres). 2º) Construção do lugar do espectador. Como o espectador é o fiel depositário do bom senso ele sabe mais, reconhece a situação (peripécia) em que foram lançadas as personagens sem saberem. Mas, nem sempre sabe mais do que as personagens: é preciso construir a montanha russa de sentimentos do espectador. 3º) Casting de caracteres que dramatizem conflitos interiores ao bom senso. Marty, Alex, Mellman e Gloria, um concentrado simpático da variedade de ilusões a desfazer pelo “real factual”: solipsismo, ideia fixa, confusão, ingenuidade, ignorância, alucinação, etc. Um acrobata da auto-ilusão (Juliano) debate-se com um peso-médio da sensatez (Maurício); ambos encabeçam uma comunidade histérica (governada pelo medo e pela esperança), e ainda um desnorteado pateta de peluche, sempre disponível para o papel de “sacrificável”. Um esquadrão de pinguins manipula a sua auto-apresentação (“sorrir e acenar”; o sonho de muitos nesta época em que o menor sinal de diferença real dá sempre lugar à reacção burgessa), e é o alto representante da “razão instrumental” (estratagemas e cálculos; o sonho de apenas alguns: espírito de missão contra a ordem do mundo). 4º) Não levar o bom senso demasiado a sério. O inimigo do pensamento quotidiano não é apenas externo (o “profissional”) é também interno: a sensatez quando se revela intolerável. A vitória das personagens sobre a realidade da sobrevivência, reconhecida como pura selvajaria, é um triunfo da liberdade de viver. Vitória sempre acompanhada pelo crescimento da alegria. 5º) Dar a tudo isto um aspecto variável e o ritmo delirante que esta animação permite construir.
O humor é um enigma: por um lado, é uma disposição para a agilidade lúdica necessária para pensar livremente; por outro lado, é sempre um acontecimento. Não há estratégia para o humor. Acontece: ou rimos, ou não rimos. Para terminar, uma palavra de alento aos mais sisudos, que - de facto - não viram Madagáscar. Há muitas maneiras de ter o olhar nebuloso: uma das mais divertidas, descobri agora, é estar à espera d’O pensamento. E ele nunca mais aparece, com a sua cátedra e óculos fundo de garrafa. Um pouco entediada com questões sobre O PENSAMENTO, Hannah Arendt, (que pensava por necessidade e desejo de real), atalha a conversa: “Não creio que possa haver seja que processo de pensamento for sem experiência. Todo o pensamento é re-pensamento: pensa depois da coisa. Não será assim?”