segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CICLO CINEMA E DEBATE 2009



One Week (1920) .........................................04 de Novembro
Buster Keaton & Edward Cline
Moderadora: Isabel Baraona

Dreams That Money Can Buy (1947)..........11 de Novembro
Hans Richter
Moderador: Nelson Guerreiro

Fanny & Alexander (1982).........................18 de Novembro
Ingmar Bergman
Moderadora: Margarida Tavares

O Sacrifício (1986)........................................25 de Novembro
Andrei Tarkovski
Moderador: Rodrigo Silva

Caché (2005)..............................................02 de Dezembro
Michael Haneke
Moderador: José Carlos Teixeira


todas as SESSÕES terão lugar no
auditório do edifício ped. 1, às 17h.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ciclo de Cinema e Debate 2008-09

O Ciclo de Cinema e Debate “10 décadas de cinema: dos anos 10 a 2000”, pretende divulgar grandes clássicos do cinema, filmes de referência que “falam” em qualquer época. Foi seleccionado um filme por década e convidada uma personalidade de relevo da nossa cultura para animar o debate que se segue após a projecção de cada filme.


década de 10
22 de Outubro de 2008
Intolerância (Griffith), 1916, 177 m.
Moderador: João B. Serra (historiador)

década de 20
29 de Outubro de 2008
A Caixa de Pandora (Pabst) 1929, 104 m.
Moderadora: Maria Lúcia Lepecki (ensaísta)

década de 30
5 de Novembro de 2008
Frankenstein (J. Whale) 1931, 68 m.
Moderador: Alexandre Quintanilha (Biólogo)

década de 40
3 de Dezembro de 2008
Relíquia Macabra (J. Huston) 1941, 96 m.
Moderador: Laborinho Lúcio (magistrado)

década de 50
12 de Novembro de 2008
Macbeth (O.Welles) 1948, 87 min.
Moderador: José Pedro Serra (prof. ensino superior)

década de 60
26 de Novembro de 2008
West Side Story (R. Wise/J. Robbins) 1961, 145 m.
Moderador: Vasco Wellenkamp (coreógrafo e bailarino)

década de 70
19 de Novembro de 2008
Alice in the Cities (W. Wenders) 1974, 107 m.
Debate livre

década de 80
10 de Dezembro de 2008
Apocalypse Now (F. F. Coppola) 1979, 153 m.
Moderador: Garcia Leandro (general na reserva)

década de 90
14 de Janeiro de 2009
Onde Jaz o teu sorriso? (Pedro Costa) 2001, 102 min.
Moderador: José Neves (arquitecto)

2000
21 de Janeiro de 2009
Cartas a uma Ditadura (Inês de Medeiros) 2008, 60 m.
Moderadora: Irene Pimentel (historiadora)

CICLO DE CINEMA E DEBATE 2007


O ciclo de cinema e debate deste ano lectivo é dedicado ao tema ‘PENSAR ATRAVÉS DAS IMAGENS’. Sessões no edifício pedagógico 1, auditório

1ª SESSÃO - Verdade ou Mentira

título original : Shattered glass
Realização: Billy Ray
Ano: 2003
Duração: 96 min.


Exibido a 12 de Novembro de 2007

Debate conduzido por Paulo Martins
Tema do debate : A CONSTRUÇÃO DO REAL



O mundo da comunicação social tem como base a representação do real. Neste caso concreto, uma representação que se pretende verdadeira. Mas será que é mesmo assim?

Este filme baseia-se em factos reais, narrando a história do jornalista americano Stephen Glass, um jovem que tinha 24 anos quando começou a trabalhar na revista “The New Republic”. Aí permaneceu três anos, entre 1995 e 1998. Entrou como simples estagiário e rapidamente se transformou num brilhante cronista, com artigos de investigação sobre temas actuais. Mas a veracidade de uma das suas reportagens foi posta em causa. Iniciou-se um processo, envolvendo os superiores hierárquicos, colegas e amigos. No final, descobriu-se que 27 dos 41 artigos que publicara eram falsos, quer na sua totalidade, quer parcialmente. Alguns eram completamente inventados. O choque foi grande…

Que tipo de motivação leva uma pessoa a mentir, a inventar fontes e a falsear histórias? A fama? A tentativa de se destacar num mercado competitivo? Mostrar a todos que era melhor que os colegas? Construir a auto-estima?

Em relação à revista e aos seus editores as consequências também foram graves. Perdeu a confiança dos leitores e tornou claro ao público que muitos dos artigos são escritos por estagiários. A credibilidade foi afectada, sendo um duro golpe para uma revista lida no avião presidencial “Air Force One”.

O mundo das Artes e da criatividade é competitivo. As intrigas e invejas abundam. Curiosamente, quem desvendou este caso foi uma outra revista, onde os jornalistas e estagiários, apesar da competição, resolveram trabalhar em equipa.

No final, há uma interrogação que se mantém. Qual a verdadeira motivação individual do artista, neste caso um escritor de crónicas jornalísticas: provocar? Representar a realidade? Transmitir a sua visão dos factos, independentemente da sua veracidade? Tentar reproduzir a beleza ou a fealdade que nos rodeia? Utilizar a arte como denúncia e, nesse caso, ao serviço de quem? Dos nossos interesses, ou da própria realidade? E, por fim, uma pergunta essencial a qualquer autor: que representação fazemos nós próprios de nós mesmos? E em que medida essa representação pessoal afecta a percepção da realidade que nos rodeia e a que representaremos posteriormente?

Lanço estas (e outras perguntas que surgirão por arrastamento) para o debate de hoje. Mas faço uma advertência: vale a pena ver o filme para podermos equacionar melhor as nossas respostas. Um artigo publicado em 2005 na revista Journal of Communication Inquiry, por Matthew C. Ehrlich, intitulado Shattered Glass, Movies, and the Free Press Myth, pode, também, ajudar-nos a encontrar boas pistas de análise.